Falar que é animal correr as 500 Milhas da Granja Viana todos já sabem. Estar na pista ao lado de Barrichello, Tony, Massa, Nelsinho, Giaffone, entre tantas outras feras é do car...! Obviamente é impossível acompanhar o ritmo desses caras, mas por alguns instantes você se sente um piloto, como eles.
Para mim, o que fica dessa segunda participação nas 500 foi o ritmo constante que consegui andar enquanto estive na pista. Mesmo com um motor sem ser dos melhores - que num traçado como esse das 500 Milhas é importantíssimo - consegui virar entre 59s7 e 1"00s4, enquanto o kart do Rubinho e Tony, que liderou a corrida toda, mantinha um ritmo de 59s0.
Também fiquei espantado positivamente com o fato de ter conseguido me manter no kart por 1h40. Tudo bem que ao entregar o posto para o próximo mal conseguia me manter em pé. Meu corpo inteiro formigava, mas a sensação de ter feito um trecho de corrida longo e, acima de tudo, mantendo um bom ritmo é muito boa!
É uma corrida longa - mais de dez horas, quando acaba, porém, a sensação que dá é "já acabou?". Fica aquele gosto de quero mais, como com tudo que é bom. Fomos 44o, 88 voltas atrás do kart vencedor e a frente de equipes de caras como Christian Fittipaldi e o já citado Felipe Giaffone.
A primeira meta para 2009 é arrumar um patrocínio com antecedência para fazermos tudo com mais calma e estrutura. Até porque o Mingo - nosso chefe de equipe - já não agüenta mais um bando de jornalista sem grana, mas que no fim das contas sempre dá um jeito de correr. O segundo objetivo? Com essa "estruturação" da equipe, quem sabe um top 30, já que esse ano conseguimos o que pretendíamos, o top 50.
... rolou ontem à noite no HSBC Brasil - aquele que era Tom Brasil Nações Unidas e depois virou só Tom Brasil, pois o da Vila Olímpia foi pro espaço. Deve ter virado prédio. Enfim.
De interessante mesmo, só a homenagem ao Ingo Hoffmann. O alemão pendura o capacete esse ano do automobilismo competitivo e vai correr "em categorias menos faca no pescoço", como ele mesmo disse. Isso quer dizer que o Iiiiiingooooooooo (como diz Meg Cotrim) vai sair da Stock, mas vai continuar se divertindo na GT3 e na Mitsubishi Cup. Bom pra ele.
Tirando isso Massa ganhou; Helinho ganhou, mas não compareceu por causa do rolo com o fisco nos EUA; e Di Grassi ganhou, outro que não esteve por causa de compromissos - estava na Ásia fazendo Renault Road Show (evento no qual um carro da equipe francesa anda nas ruas das cidades. Aqui vai rolar no dia 30 de novembro, em frente ao Parque do Ibirapuera) e já está de volta à Europa. Aliás, ninguém da categoria Internacional compareceu. Lucas, pelo já explicado, Bruno Senna por estar na Europa e Raphael Matos está treinando nos EUA. Ricardo Maurício também ganhou na categoria nacional.
De resto o de sempre. Risadas com os caras. Alguns bêbados, outros muito bêbados e aquela lenga lenga arrastada que esses eventos são. Destaque para o visual à pururuca de Victor Martins, que por sinal pauta o comentarista do Sportv, Lito Cavalcanti, através de seu blog.
Nem elas foram destaque no Capacete de Ouro desse ano. As do ano passado eram melhores.
Acabei de ver no Grande Prêmioque o Felipe Massa está usando seu status com a Fiat e a Bridgestone para criar duas novas categorias - uma de monopostos (Fórmula Fiat) e outra de turismo (Copa Linea) - aqui no Brasil. O furo foi dado (sem maldade!) por Bruno Vicária. A matéria pode ser lida na íntegra clicando aqui.
O Felipe está de parabéns. Se a CBA - Confederação Brasileira de Automobilismo - não faz nada para mudar o panorama atual do esporte a motor (que está resumido apenas à Stock Car e Fórmula Truck; que tem empresas que as promovem e a entidade nacional só colhe os louros e se vangloria por ter um "automobilismo nacional forte"), dependemos de atitudes como essas para que voltemos a ser um celeiro de pilotos, como nos anos 70, 80 e 90.
Desde 2006, último ano da Fórmula Renault, o Brasil só tem uma categoria de monopostos: a Fórmula 3 Sul-Americana, que de sul-americana não tem nada, pois só pilotos e equipes brasileiras disputam.
A proposta é criar a Copa Linea, campeonato monomarca usando a plataforma do novo sedã da Fiat para os carros, e a Fórmula Fiat. Para este certame parece que uma fábrica de chassi de monopostos já está desenvolvendo os bólidos, já que a montadora italiana nunca fez um campeonato desse tipo (diferente de BMW, Renault, Ford e Chevrolet) em lugar nenhum do mundo.
O GP Brasil do último fim de semana me levou a fazer sozinho uma viagem em minhas lembraças. Lembro muito pouco das corridas disputadas em Jacarepaguá, mas desde que a corrida voltou a Interlagos foram quatro anos em que eu vivi intensamente a cada ano.
Isso porque minha mãe e meus tios - Jorge e Monika - trabalhavam na organização da prova, na parte de credenciamento. Era no mínimo um mês em que eu e meus primos - Jay, Christian e Ana Paula - nos internávamos no Hotel Transamérica. Quatro pivetes, entre dez e seis anos, que corriam pelos corredores, entravam nas salas gigantes de conferencias lotadas de caixas e mais caixas, mesas e dezenas de pessoas em casa uma fazendo as credenciais, já que naquela época o processo era manual.
Lembro que, quando os treinos começavam na sexta-feira, eu matava aula e passava o dia no HC - normalmente na subida do Laranjinha - assistindo aos treinos, comendo e bebendo vários quitutes. Fazíamos a visitação aos boxes, as vezes nos escondíamos em um box para assistir ao treino lá de dentro, como foi o caso do treino de sábado de 91, quando ficamos no box da Benetton, que naquele ano contava com Piquet e Moreno na equipe.
No fim da corrida, como conhecíamos todos os seguranças do circuito saíamos correndo para passar pelos boxes e ficar junto das equipes na hora do pódio. Bons tempos em que o profissionalismo engatinhava na Fórmula 1.
Fim do dia em Interlagos. Para surpresa de todos e - uma ponta de - felicidade geral da nação Fernando Alonso terminou o dia com o melhor tempo 1:12.296, contra 1:12.305 de Felipe Massa. Hamilton foi o quarto mais rápido atrás também de Jarno Trulli.
Alonso disse ontem que não tem nada contra Lewis, mas sim contra a McLaren como um todo. Engraçado, quando anunciou sua ida pra equipe prateada perto do Natal de 2005, depois de seu primeiro título o espanhol disse ser um sonho e grande honra correr pela mesma equipe que havia dado os três títulos mundiais a Ayrton Senna. O mundo dá voltas.
O espanhol também já disse que "se puder, vai ajudar Felipe Massa". A ajuda de Fernando, porém, é diferente da ajuda de Raikkonen. O piloto da Renault nunca dária passagem para o brasileiro como Raikkonen fez na China e o próprio Massa fez ano passado para o finlandês. A ajuda é do tipo "se você estiver na frente e eu na frente dele, bom pra você. Se eu estiver na frente, bom pra mim". Alonso está mais do que certo!
Afinal de contas, a Ferrari não paga nada ao espanhol. Ainda...
Esta foi a visão que os demais tiveram de Alonso hoje em Interlagos.
No primeiro treino livre do fim de semana decisivo da temporada, Felipe Massa foi o mais rápido. O brasileiro superou Lewis Hamilton por 0s190. Kimi Raikkonen ficou apenas 12 milésimos atrás do inglês. A Ferrari começou bem o fim de semana.
Se tem um jeito que Felipe pode pressionar Hamilton é assim, andando na frente. Ele mesmo disse isso ao longo da semana. Por enquanto, tudo bem. Melhor só se a diferença de tempo entre os dois fosse maior.
Algumas coisas chamaram atenção neste primeiro treino, como o capacete de Rubens Barrichello. O piloto, que - por mais que negue - pode estar fazendo sua última corrida na Fórmula 1, usou a pintura do capacete de Ingo Hoffmann em seu casco. Barrichello nunca escondeu que o laranja que caracteriza o seu capacete é devido ao primeiro casco, que foi presente do próprio Ingo.
Além da nova pintura do Red Bull de David Coulthard (já postada ontem), outro brasileiro que mudou o layout do seu "protetor de cabeça" foi Nelsinho Piquet. O filho do tricampeão apareceu com a bandeira do Brasil preenchendo as gotas presentes em seu casco.
Por enquanto é a única que eu tenho.
A bela pintura da Red Bull em ação. Mas ficou bem parecida com a BMW. Não duvido que cause confusões na transmissão.
"And now the end is near... and so I face the final curtain"
David Coulthard disputa em SP sua última corrida na F1. Conhecido como o "Último Playboy" do grid, não pensei em música mais apropriada do que My Way.
"Po Rubens. Quando eu cheguei você já estava por aqui, agora eu to saindo e você continua... chega né?"
"Já que é despedida, vamos chutar o balde!". FIA liberou a Red Bull para fazer um carro branco para Coulthard. (Foto: Carsten Horst/Hyset)
Na carenagem DC anunciará a fundação Wings For Life, fundação voltada para a pesquisa de pessoas com probela na espinha dorsal. (Foto: Carsten Horst/Hyset)
A "pilotaiada" se despede de David Coulthard.
Na quarta-feira essas foram as únicas máquinas no asfalto de Interlagos. (Foto: Bruno Terena/Grande Prêmio)
Com uma semana de atraso, mas aí está a animação referente ao GP de Cingapura. Achei que os espanhóis fossem tratar a vitória do Alonso de outra maneira, mas eles conheceram o fator sorte.
Foram disputadas 1048 voltas até agora durante a temporada e agora tudo se resume aos 71 giros do GP do Brasil, dia 2 de novembro em Interlagos.
Hamilton deu um passo importantíssimo para a conquista do título no GP da China. Fez a pole position, largou bem, diferente da prova do Japão e sumiu na frente, não dando chance para ninguém. Aumentou de cinco, para sete pontos a vantagem sobre felipe Massa. Eram para ser nove, pois o brasileiro não foi páreo nem para Raikkonen, mas ganhou a segunda posição, devido ao jogo de equipe.
Felipe chega ao Brasil com chances de ser campeão, sim! Ano passado a diferença de Lewis para Kimi eram dos mesmos sete pontos e finlandês saiu de Interlagos campeão. "Carreras son carreras", já dizia o fantástico Juan Manuel Fangio. O vencedor do título mundial de Fórmula 1 só será conhecido ao final da volta 71 do GP do Brasil.
Enquanto isso, na China quem comemorou - e muito - foi Lewis Hamilton.